Road Trip de São Paulo até o Atacama: planejamento

A viagem de carro ou moto até o Atacama é relativamente conhecida. É possível encontrar pessoas que já tenham feito esse trajeto com facilidade para lhe explicar como tudo foi organizado.

Quando a ideia surgiu para o nosso grupo, nosso primeiro passo foi falar com pessoas que entendiam do assunto, das paradas, dicas e conselhos. Então, quando essa ideia começou a virar um plano, começamos por definir nosso cronograma e paradas. Pegamos um roteiro que foi indicado por um conhecido que já havia feito essa viagem pelo menos 6 vezes de moto.

Mas independente de já termos as cidades de parada indicadas, algumas coisas são muito importantes para se levar em consideração:

  • Nunca dirigir a noite, então calcular a quilometragem para que sejam possíveis de ser feitas em um dia, contando paradas para descanso, abastecimento, fronteira e alimentação.
  • Definir os hotéis em cada parada; principalmente no interior da Argentina onde a distância entre as cidades é grande.
  • Verificar as rotas previamente pelo Google Maps, mas um alerta: encontramos cidades com o mesmo nome em províncias diferentes. Grave os locais certos e a quilometragem de cada dia. (Quando selecionamos a cidade errada, logo percebemos que o trajeto estava somando 500 km, então pesquisamos direito para não errar durante o dia.)

Rotas diferentes

Optamos por fazer rotas diferentes na ida e na volta. Não só para ter novidades na ida quanto na volta, mas por ser um lugar acrescentar lugares bacanas para se visitar. Além disso, escolhemos ficar 5 dias inteiros no Atacama para aproveitar bastante a região que tem tanto a oferecer.

Ida:

Nossa primeira parada saindo de SP foi Curitiba. Sabemos que não é o caminho mais rápido, mas um dos carros da nossa expedição sairia de lá, por isso essa escolha.

Cada uma das paradas no mapa é uma pernoite, disponibilizamos o acesso ao nosso mapa pelo Google Maps, mas essas foram as cidades:

  1. Curitiba, Paraná – Brasil
  2. Foz Do Iguaçu, Paraná – Brasil
  3. Presidência Roque Saenz Penã, Chaco – Argentina (essa cidade que encontramos outra com o mesmo nome, grave a província de Chaco)
  4. Purmamarca, Jujuy – Argentina (ou Tilcara que ficam a 15 minutos uma da outra)
  5. San Pedro de Atacama – Chile

A estrada depois que passamos por Foz do Iguaçu é linda, afinal, ainda estamos no parque de Foz mas do lado da Argentina. Um tempo depois nesse dia, pegamos retas muito longas. É essencial abastecer o carro quando puder e nunca deixá-lo com menos de meio tanque.

Você vai ver muitas plantações até chegar em Tilcara, uma cidade pitoresca e linda. Aproveite a feira na praça principal para fazer umas comprinhas.

Depois de passar por Tilcara, é o dia de cruzar os Andes. A parte mais incrível da estrada. Planeje sair por volta das 9h da manhã para não pegar neblina ou gelo, o ideal é perguntar para os locais qual o melhor horário para sair, que foi o que fizemos. Durante a travessia dos Andes, some bastante tempo para tirar fotos e por volta de 2h para passar na fronteira com o Chile. No post de documentação vamos falar mais sobre a travessia da fronteira.

Volta:

Saindo de San Pedro, essa foi nossa rota, onde acrescentamos cidades com vinícolas e uma estrada com visual incrível:

  1. Salta, Argentina (nesse dia, planeje passar por Cafayate e almoçar por lá em uma vinícola, a estrada nesse dia é linda e lenta por ter muitas curvas)
  2. San Miguél de Tucumán, Argentina (a primeira opção era ficar em Tafí Del Valle, mas não conseguimos hotel. Só digo que AMEI passar por essa cidade, mesmo que sem sair do carro e indico que tentem muito ficar nela. )
  3. Presidência Roque Saenz Penã, Chaco – Argentina
  4. Puerto Rico, Misiones – Argentina (fica a apenas uma hora de Foz do Iguaçu, escolhemos parar por lá para encurtar a quilometragem de cada dia, mas a cidade não tem quase nada, então se conseguir, saía cedo e vá direto pra Foz)
  5. Londrina, Paraná – Brasil (outra opção também é Maringá)
  6. São Paulo, SP – Brasil

Entre Salta e San Miguél de Tucumán, acrescente a parada para almoço em Cafayate. Tente escolher uma vinícola para visitar e comprar alguns vinhos.

Algumas fotos da rota dos vinhos:

 

Paramos para almoçar na vinícola El Esteco. Escolhemos ela depois de pesquisar pelo TripAdvisor. É um hotel com restaurante dentro, comida incrível e vinho super aprovado (nesse dia, escolhemos quem iria beber e quem iria dirigir). Não fizemos nenhum tour pois eles tinham uma duração de 3 a 4 horas e não podíamos ficar tanto por lá)

 

Quebrada de Cafayate – esse é o visual da estrada.

 

Foto da internet, mas esse é o visual: Muito verde, um lago com montanhas ao fundo e muitos cavalos. procurem por mais fotos, porque a cidade é linda e queria muito ter explorado um pouco ela.

 

Cidade El Mollar: outra ao redor do lago

Passando essa linda cidade seguindo para San Miguél de Tucumán, passamos por uma serra longa e lenta. Que se você acessar no nosso mapa, é possível ver.

A partir daí, a estrada voltou a se repetir com o roteiro da ida. Sem muitos lugares para visitar e retas bem longas.

Depois que planejamos tudo isso, começamos a ver preparação dos carros, tanto com manutenção, documentação e tudo que seria necessário levar nos carros. Fique atento para o próximo post.

 

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