Remote Year Mês 4 : LIMA

 Explorando a gastronomia, degustando piscos e realizando sonho

 

Todas as pessoas com quem eu falei durante o mês de abril me perguntaram: “Aiii como ta Lima? Você tá amando né? Dá para ver pela sua cara e pelos seus posts” – minha resposta: “Aiiii, tô, super!” – 100% verdade.

Chegar na primeira cidade com praia depois de 3 meses viajando e ser recebida com um pôr do sol espetacular já deixou uma boa impressão logo de cara, a qual só se intensificou com o passar dos dias, dias em que eu tive mais energia para acordar cedo e fazer exercício, ir até a praia nos pés dos penhascos – sim, uma caminhada de 30 minutos + uma escadaria de 89 degraus (#puglitifa) – só para passar o final da tarde, depois de um dia intenso de trabalho, sentada no píer, lendo e vendo as pessoas passearem e surfarem.

Lima foi assim, uma rotina que claramente me acostumei rapidamente, com uma comida mais que maravilhosa, um povo gentil, um sotaque diferente, um ambiente de trabalho espetacular (Comunal), incontáveis pisco sours (Fun fact: em 2007 o pisco sour foi declarado como patrimônio cultural da nação) e realizações de sonhos de infância.

Belesma, comecemos:

A cidade >> Lima, na minha opinião, é uma fusão de SP e RJ, tem cara (e poluição) de cidade grande e ar de praia, afinal, é a maior cidade do Peru (3º mais populosa da América Latina e a 4ª cidade do meu roteiro conquistada por espanhóis) e é banhada pelo Oceano Pacífico, mas está no meio de um deserto (s2).

Ainda que eu tenha ficado hospedada em Miraflores, onde também ficava o coworking space (^^) a sensação geral que eu tive do ambiente, e por relatos de amigos que moram em Lima, é de uma cidade segura.

Miraflores é um bairro lindo, limpo e moderno, cheio de parques e jardins muito bem cuidados, onde você vai encontrar os principais hotéis e apartamentos de frente para o mar e que vão fazer você considerar se mudar pra lá (o meu pai já tinha me falado que eu ia gostar de Lima, ele só não sabia o quanto…)

Além de Miraflores, outros bairros que me encantaram foram San Isidro, que é como Miraflores e Barranco, conhecido por seu cenário artístico ativo, com muitos restaurantes, bares, murais de grafite e galerias. Barranco também fica no litoral do Pacífico, então se prepare para passear pelo bairro com uma vista maravilhosa e parar a cada 2 minutos para fotos.

All the food >> Oxi, por onde começar? Não sei se vocês sabiam, mas Lima é considerada uma das principais cidades gastronômicas do mundo, contando inclusive com uma escola do Le Cordon Bleu (Le Cordon Bleu Lima), e berço de 3 dos 50 melhores restaurantes do mundo – incluindo o Central, o qual eu tive o privilégio de ir – sim, me dei de presente e não me arrependi nenhum segundo, nem quando quase desmaiei com a conta que chegou depois de 17 pratos espetaculares (#treatyoself) –- se você ficou curioso dá uma olhada no 6º episódio da 3ª Temporada do Chef’s Table, documentário de culinária do Netflix.

Mas pera Stephanie, quer dizer que só tem lugar phyno? Não. Verdade que só tem ceviche e pisco? Não. Tem de tudo e tudo é bom, sem exagero (Fun Fact 2: o Peru também é famoso pela Chifa que é a fusão da culinária chinesa e peruana, fruto da grande imigração chinesa no país). Meus favoritos:

Maestro Tzu (asiático peruano), Mango’s (o melhor restaurante para ver o pôr do sol com piscos gigantes), Popular (ainda to pensando no Tiradito desse lugar), Madam Tusan (mais um asiático peruano, dumplings divinos), Papacho’s (porque amamos um bom cheeseburger), Isolina Taberna Peruana (pratos gigantes, lugar lindo), Delfina Mar (aiii o ceviche), El pan de la chola (um pão hehe), Cala (phyno, bom e de frente pro mar), Osaka (japa bão (bem bão) e lindo).

Turismo em Lima >> Relendo o que acabei de escrever e tentando pensar em lugares para recomendar a vocês de onde ir e o que explorar eu cheguei a uma conclusão: o meu mês em Lima consistiu em um turismo gastronômico e um mês cheio de trabalho e, ao mesmo tempo, de qualidade de vida.

Assim, como eu não fiz muita coisa além de comer, beber, correr, ver pôr do sol (alguém sabe qual é o plural de pôr do sol?) e viajar (não, isso não é uma reclamação), segue uma lista de coisas que eu faria se tivesse mais tempo:

  • Fazer um walking tour pelo Centro histórico de Lima, passear pela Praça de San Martin
  • Ir no Circuito Mágico das Águas (um show de fontes)
  • Museus: Museu Larco (Arqueologia e com um lugar para almoço que é lindo),
  • Circuito de Grafite em Callao (não vá sem um guia, é um bairro um pouco mais perigoso)
  • Parque de La Leyenda (ótimo para crianças e família, conta com um mini zoo, botânica e arqueologia)
  • Passear por La Punta – parte de Lima com praias de areia

Turismo no Peru >> Miniiiinxs, esse país é bonito viu, para escolher o que eu queria fazer foi fueda, mas dei prioridade para realizar meus sonhos de criança e explorar lugares que nunca tinha ouvido falar:

  • Lagoas de Chilca: sim, Peru é um lugar místico, repleto de histórias de alienígenas e invasões (ou visitas) desses astronautas de outro(s) mundo(s) – já adianto, se tem uma coisa que eu amo são teorias alienígenas – e uma dessas invasões supostamente foram nas lagoas de Chilca, onde o povo dessa cidade, localizada há 1 hora de Lima, conta que no passado a cidade foi visitada por ETs que “abençoaram” três lagoas com propriedades mágicas capazes de curarem problemas respiratórios e de articulação, promover a fertilidade (me abstive de entrar nesse lagoa por motivos de: tô de boa) e melhorar a visão (fiquei uns 37” nessa só por precaução, mas até agora o que consegui foi quebrar meu óculos).

 

 

Se você acredita ou não nessas histórias não importa, é um passeio extremamente divertido e único, recomendo abrir a cabeça e ir se esbaldar em lama e água sulfurosa.

 

  • Cusco: Aaaahh Cusco, uma cidade que parece ter saído de um conto de fadas, se eu tentasse descrever um pouco não faria jus ao seu charme (*suspiros*). Cheia de igrejas que você não daria nada por fora e quando você entra… PUF! Se depara com pátios, jardins e museus de tirar o fôlego, histórias de como os Incas foram os pi(n)cas da arquitetura (sério, é impressionante) e os mestres da astronomia. Vai por mim, aluga um airbnb charmoso e passa pelo menos 4 dias nessa cidade.

 

E já que não falei muito de comida, aqui mais algumas dicas de restaurantes/lugarzineos que me deixam salivando só de pensar: PachaPapa, Morena, Barrio Ceviche, Nuevo Mundo (bar), café three monkeys, Jack’s Café (brunch!).

  • Machu Picchu: A minha estadia em Cusco foi “cortada” por Machu Picchu, um lugar místico que sonhei em conhecer desde os primórdios da minha adolescência. Conhecida como a Cidade Perdida dos Incas, a cidade de MP está localizada a 2400m de altitude e foi construída com pedras que sabe lá como (*aliens*) o povo inca trouxe das montanhas para construir casas, praças e templos em uma localização no mínimo questionável. Um porém aqui: eu fiz o “lazy” Machu Picchu, o qual consistiu em acordar às 3:30, pegar todos os meios de transporte possíveis, pegar filas, andar pelas ruínas e voltar para Cusco às 20hrs – recomendo fazer isso se você, como eu, não tiver tempo sobrando, mas se você se planejar eu sugiro fazer uma das muitas trilhas que leve à Machu Picchu e ainda se aventurar em outras trilhas para explorar, por exemplo, Rainbow Mountains.

 

 

  • Huacachina: Onde é isso? Exato. Achei que isso fosse papo de Aladim e pans, mas não, Huacachina é um oásis no meio do deserto a 30 minutos da cidade de Ica, a +- 4 horas de Lima. Sim, você leu certo: um oásis. Um lugar lindo, onde dunas e mais dunas te aguardam para fazer passeios de buggie e se arriscar em sandboarding – de longe um dos melhores finais de semana do meu ano.

 

 

Não precisa de muito planejamento, pegar um ônibus é fácinho fácinho (dica de site para passagens de ônibus: www.busbud.com) e recomendo ficar nesse hostel chamado Banana’s Adventure Hostel, o qual inclusive te oferece pacotes com os passeios nas dunas, além de uma equipe super atenciosa.

 

  • Nasca: depois de Ica peguei mais um ônibus para essa cidadezinha só para sobrevoar, em um avião mais do que duvidoso e junto com 5 turistas japoneses, as misteriosas linhas de Nasca, consideradas parte do Patrimônio Mundial. Hein? Sim, essas linhas são geoglifos (desenhos) no meio do deserto, cujo motivo de estarem lá ninguém nunca descobriu de fato (mais teorias alienígenas). Para os curiosos: segue link para um documentário. Alienígenas? Povos entediados? Não sei… o que eu sei é que eu não lembro da última vez que me senti tão feliz por uma coisa tão “boba”.

 

Bora badalar >> Não sei se fui eu que não saí tanto para badalar ou se são os peruanos que não acompanham o meu conceito de badalar, mas não encontrei nenhum lugar super extraordinário. Porém, como quem procura acha, gostei dessa baladenha chamada 291 Barranco Bar e desse bar/lounge/disco descolado chamado Ayahuasca.

Finalizando por aqui, ô mês bom viu, Lima é uma cidade que está aos poucos sendo mais valorizada e conhecida pelos viajantes de plantão, principal polo financeiro do país, palco de uma culinária que eu nunca vou cansar e de um povo amável e gentil (além de dona do meu coração – breeeeega).

Deixo Lima com promessas de voltar por um tempo maior e com esperanças de chamar esse lugar de casa por um período indefinido, assim, agora me vou rumo à Argentina, país dos assados e dos vinhos. Salud e até a próxima.

 

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