Remote Year Mês 2: BOGOTÁ

MÊS 2 : BOGOTÁ E SUAS MONTANHAS

verde, verde e mais verde

 

Enquanto eu escrevia esse post estava em um ônibus indo para Medellín e, olhando a paisagem em volta, tudo o que eu vi foi um resumo do que eu queria falar para vocês desse “mês 2” que já terminou – e passou voando.

Falando em paisagem, e já começando por este ponto, posso dizer com certeza que essa foi a minha maior (e melhor) surpresa sobre Bogotá: rapaaaaz eu sabia que montanhas eram legais e bonitas, o que eu não sabia era que eu ia me apaixonar perdidamente por elas – explicarei mais adiante, mas para quem não sabe (como eu não sabia) Bogotá está localizada há 2.625m do nível do mar e é rodeada pelos Andes.

OK, do início: quando cheguei na cidade já era noite e fui direto para o meu novo apartamento, localizado em um bairro chamado Chico Norte, phyno e rycko, mas um pouco isolado do “buchicho” e rodeado de construções (ponto para a modernização, mas não para o meu sono), um apartamento confortável e moderno, equipado com uma roommate que se tornou uma grande amiga e companheira, Juliss s2, e também com uma girafa/zebra interessante. Em matéria de hospedagem recomendo ficar na Zona T – se você quiser conforto – ou em algum hostel no centro na região da Candelaria – se você quiser mais aventura e estiver no pique mochileiro.

Enfim, logo que chegamos deixamos nossas malas e fomos conhecer uma balada chamada El Fabuloso (música maravilhosa, preço OK, localizada em um rooftop animal, mas cheio pakas) onde fui apresentada ao hit colombiano “Despacito” (música oficial do nosso mês) e também à cadeia de fast food chamada “El Corral”, cuja tradução em português para os frequentadores das madrugadas mundo a fora seria: MAIS UM HAMBÚRGUER, POR FAVOR.

Perfeito, ótima primeira noite que definiu basicamente o óbvio: Bogotá tem uma vida noturna maravilhosa e que vai de bares tranquilos à bares estranhos (meus preferidos), jazz, salsa (everywhere), rooftops, tudo.

 

  • Alguns dos meus bares e baladas preferidos: Apache (rooftop bar com ótima música e Djs), “Gringo’s Tuesday” na La Villa (sim, o nome diz tudo), Armando (bar/balada), El Mono Bandido (meu preferido – um bar de dois irmãos com uma arquitetura incrível e sim é hipster, mas na medida certa (se é que isso faz sentido)), Andrés Carne de Rés em Chia (TEM QUE IR, um restaurante/balada estranho e maravilhoso, localizado na cidade de Chia, há 40 minutos de Bogotá), Jane CG (bar com música ao vivo), Lab (projeto colaborativo e um bar meio hipster com cervejas artesanais incríveis e música ao vivo), Smoking Molly (bar de blues, rock e jazz) – Gostaria de compartilhar que parte dos bares que fui fizeram parte de um pub crawl do meu aniversário que os meus queridos remotes organizaram com algumas “provas” no meio do caminho – Lvl 3 fun.

Continuando: rise and shine, primeira manhã após aterrissar em Bogotá e acordo no novo apartamento, me deparo com uma sacada, saio, olho em volta e percebo WTF tem montanhas para todos os lados e assim, sem mais nem menos, esse foi o começo de uma linda história de amor entre eu e as montanhas, que incluiu desde andar pela rodovia e tentar tocar nelas, me inscrever em trilhas esquecendo que eu não sou hiking material até tatuar uma montanha no meu braço.

Todo o verde de Bogotá e todas as montanhas que cercam a cidade imploram que você vá explorar, então atendemos aos pedidos: fui à 69ª cachoeira mais alta do mundo – La Chorrera (vide esta perfeita descrição de como chegar lá) e ainda estou impressionada com ela. Além da cachoeira, valem às trilhas para (i) Laguna de Guatavita; (ii) Parque Natural de Chingaza; e (iii) Quebrada La Vieja e vale também um passeio à Subachoque, um distrito perto de Bogotá que tem fazendas e mais fazendas que se combinam com todos os diferentes tons de verde que você puder imaginar.

  • O que não fiz e queria ter feito: Catedral de Sal de Zipaquirá, Tour de Bicicleta pelo Centro da Cidade, Tour dos murais de grafite pelo centro da Cidade.

 

 

Em relação à cidade, bom, tive meus altos e baixos, é uma cidade ótima, me senti segura (apesar de ter o meu celular roubado um dia antes do meu aniversário), tem tudo o que você precisa e procura em uma cidade grande, ótimos restaurantes, mas pessoalmente achei um pouco sem personalidade durante o dia, muitos prédios iguais e formal demais – pelo menos a parte que eu estava hospedada – trânsito para ir a todo e qualquer lugar, no entanto, o centro da cidade (Candelaria) é lindo, mas tão longe de onde eu estava que acabava sendo difícil se locomover para lá com frequência – especialmente considerando que eu trabalhava das 8 às 16hrs.

De qualquer modo, foram dias maravilhosos, aproveitei para fazer programas mais caseiros e outras (várias) noites foram de bares e jantares em lugares indicados (quem não ama uma dica?) pela família de um grande amigo do meu pai e que me acolheram tanto que senti que estava com a minha própria família (shout out to the Lunas s2). Abaixo algumas dicas de programas e restaurantes em Bogotá:

  • Usaquén – um bairro ótimo e agitado nos finais de semana/finais de noite, vale especialmente ir no domingo quando acontece a feira de artesanatos e comidas na rua principal, chegue cedo e depois recomendo achar algum dos lugares abaixo para almoçar:
  • La Mar (peruano, caro, mas MUITO bom, mas caro, mas MUITO bom), Amarti, La Hamburguesería, Burger Market, Abasto (meu preferido), Osaki 

 

  • Candelaria (downtown) é onde estão os turistas/hostels/mochileiros, vale a pena ir até lá porque é o centro histórico, andar pelas ruas, fazer um tour de bicicleta, ir no museu do Botero (gratuito) e no Museu do Ouro (Museó del Oro), o MAMBO (museo de arte moderno), Museo del Banco de la Republica, Museo Nacional, todos maravilhosos. Ah e um restaurante MUITO bom é o Tabula, para quem ama ossobuco garanto que não vão se arrepender, até agora o melhor prato que comi esse ano.

 

Aproveitando o centro da cidade, parada obrigatória no final da tarde (16hr-17hr) é ir à Monserrate, o qual você chega através de um teleférico e que tem uma das vistas mais lindas de toda a cidade. Lá tem dois restaurantes muito bons, phynos e com preços ótimos, o que eu fui e recomendo é o Restaurante Casa San Isidro.

Por último e não menos importante, queridos amantes de cerveja, se forem a Bogotá conheçam o grupo “Bogota & Beyond” – eles oferecem tours diversos para promover a cidade e também organizam um bar crawl de cervejas artesanais, incluindo paradas em fábricas de cerveja, degustação de cervejas (e cidras) incríveis, transporte por todo o percurso e, além disso, os caras são uns fuefos.

 

  • Parque La 93, Zona Rosa e Zona T: Esse parque e essas áreas são bem mais internacionais, com várias opções de restaurantes, shoppings e parques. Dos restaurantes que fui e gostei: Luzia (cozinha mediterrânea), Diner (cozinha colombiana e americana), La Brasserie (francês – belo steak tartare) Primi (italiana,mediterrânea, bão pakas), Tremenda (para brunch e mimosas s2), Canasto Picnic (natureba e saudável), Masa (a paixão de todas as meninas que estão viajando comigo) e basicamente todos os restaurantes que estão na Carrera 13 com a Calle 85 são deliciosos.

Além de tudo isso, outro lado da viagem que quero compartilhar e que começou por causa do Remote Year é a experiência do “Positive Impact”, sempre quis me engajar mais socialmente e esse ano é o momento perfeito para começar isso, primeiro porque não tenho desculpas de que não tenho tempo, porque eu tenho e não quero desperdiçar ele, e segundo porque SIM, oras. Falei no post anterior um pouco sobre o que fizemos no México e esse mês tivemos várias atividades sociais, entre elas (e minha preferida) a visita à Fundación Jeymar, uma espécie de “creche” para idosos, o projeto é maravilhoso e ver tantas pessoas agradecidas por jovens irem passar uma tarde com eles só para fazer companhia, conversar e jogar Tejo, Rana (jogos colombianos) e boliche foi realmente especial.

Sobre o trabalho remoto esse mês: piece of cake trabalhar com duas horas de diferença, especialmente quando seu despertador natural às 7:30 da manhã é uma construção. Nosso co-working space esse mês foi o Work & Go (ou Público Norte e Sul – porque sentimos tanta falta do nosso antigo espaço que apelidamos o novo local), um lugar legal, moderno, mas não o meu estilo, portanto, como não gostei muito de lá eu procurei trabalhar metade do dia em casa e metade do dia em cafés, o que é sempre uma aventura por causa do wi-fi.

  • Cafés com wi-fi confiável: Afternoon Tea (pedir o pão de chocolate e o pão de queijo), Oma (tem vários pela cidade, ótimos ovos mexidos), Masa (restaurante sugerido acima).

Por fim, e não menos importante: Carnaval. Esse mês me bateu uma saudade genuína do Brasil e do Carnaval, portanto, voei para o Carnaval de Barranquilla, o 2º maior do mundo e, bom, foi uma ótima viagem, me diverti todos os dias, consegui jogar glitter em tudo e em todos (PQ GLITTER É VIDA e não ligo se os gringos não gostam e acham estranho), fui em festas de rua, bares e baladas animadas (recomendo Bourbon St., Perfecto e Central Bar), vi (de longe) os desfiles, fui à praia, enfim, foi ótimo, mas…não se compara ao Brasil.

Enfim e concluindo o post, claramente o que não falta em Bogotá é opção do que fazer, o difícil do segundo mês, no entanto, é sempre comparar ao primeiro e como o México foi um dos lugares mais eletrizantes que já estive, vai ser difícil superar ele… o lado positivo disso tudo é que eu ainda tenho 10 meses pela frente e tenho certeza que cada mês vai ser absolutamente diferente do outro – o que é maravilhoso porque ninguém quer monotonia. Estou pronta para Medellín e animada (enquanto este post é publicado já adianto que PQP que cidade maravilhosa), que venha mais um mês de Colômbia! (Viva Colombia. Carajo – isso é o que você fala depois de um shot (ou 167, mas sem julgamentos) de Aguardiente, a única bebida que você não compra shot e sim a garrafa).

Veja também:

 

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