Remote Year Mês 1: CIDADE DO MÉXICO

TACOS, GUACAMOLE, MEZCAL, CULTURA E SORRISOS

Tantas coisas para falar de uma cidade (imagina o país então) que precisa, com certeza, mais de um mês para ser explorada…especialmente quando você tem apenas os finais de semana para realmente explorar e ainda quer fazer viagens para lugares próximos – como Tulum, worth it!

Resolvi separar o que eu quero abordar em alguns tópicos para facilitar a organização e selecionar os interesses de vocês:

  • Coworking Space: Como eu já tinha explicado, todo mês temos um local de trabalho reservado e pago para o nosso grupo do Remote Year (“RY”). Na Cidade do México nosso local se chamava Publico e o lugar é tão, mas tão agradável que era nosso ponto de encontro para basicamente 75% dos programas, especialmente por ter um telhado maravilhoso e uma equipe extremamente simpática, internet 100% confiável, recém-inaugurado, moderno e localizado em uma área muito boa da cidade. #saudadespublico

 

 

  • Cafés com Wifi: Uma das coisas que aprendi é que trabalhar sempre em um mesmo lugar cansa. Claro que as vezes você precisar de concentração, mas alguns dias a concentração vem com um novo ambiente, então fiz uma lista com alguns cafés (meus favoritos) com wi-fi confiável e ótimos ambientes, porque trabalhar remotamente é perguntar constantemente “aqui tem wi-fi?” e rezar por um “sim” toda vez: Boulangerie 41, Origenes, Ojo de Agua, Chiquito Café, Casa del Agua.

 

  • Apartamento e o La Condesa: Xesuis, acho que depois da Cidade do México eu fiquei mal acostumada, porque (i) meus roommates, como já disse, eram demais e viraram grandes amigos; (ii) o apartamento era maravilhoso e localizado em uma área ótima (Plaza Popocatepetl – não, eu ainda não consigo pronunciar esse nome); (iii) tínhamos um telhado onde nos reuníamos com amigos para apreciar o pôr do sol e tomar cervejas. Fazia muito tempo que não via uma região tão arborizada e com parques conservados e dog friendly como na Cidade do México – s2 aos amantes de cães (check @losperrosdelacondesa e se apaixonem).

 

  • Comer e beber: Minha parte favorita: barraquinhas de tacos em todos os lugares, a qualquer hora do dia e com um $$ mara = sou uma pessoa realizada #blessed. OK, confesso que a maior parte do tempo essa foi a minha alimentação, MAS a Cidade do México oferece tantas opções quanto São Paulo, ou seja, tudo que você quiser você pode encontrar, inclusive de restaurantes f**das até aqueles que merecem mais crédito do que recebem. Então um resumo de alguns lugares para comer e beber com qualidade (se você não for um amante dos tacos como eu):

Foodies de plantão esses são pra vocês: Pujol (que está em um dos episódios de Chef’s Table no Netflix), Quintonil e Contramar – todos precisam de reserva ($$$$).

Não tem erro e o custo benefício show: Comida e drinks do Conde. Los Loosers (para os veggies, vale ler sobre a história desse lugar que é parada obrigatória). La Surtidora (para tostadas de atum s2), Hiyoko (japa lovers). Mercado Roma (para um milhão e meio de opções – indecisos, aqui não é o seu lugar). E claro, para os melhores tacos: Taqueria Los Cocuyos, vale a “viagem” até o centro. Ainda, se estiver com preguiça ou sem ideias, basta andar por Polanquito (Bairro) ou pela Avenida Alvaro Obregón, você vai querer sentar em todos os restaurantes.

Beber: Gin Gin (para GTs do tamanho que eles devem ser servidos (leia-se “grandes”), Biergarten, Wallace e o que você vai ver em todo e qualquer cardápio: “Micheladas” (foto abaixo).

 

  • Ir: Nem se eu quisesse muito te indicar todos os lugares para ir acho que um post não seria o suficiente, especialmente porque eu não consegui fazer tudo que eu queria – como vocês sabem, eu tinha que trabalhar durante o dia, então o que me restavam eram as noites e os finais de semana. De qualquer modo, algumas coisas que gostei e recomendo: Assistir a um Lucha Libre, Andar/Correr nos Parques de Roma Norte e Condesa, ir ao Castelo de Chapultepec, visitar o distrito de Xochimilco e se maravilhar com as cores e os barcos, fazer walking tours pelo centro (aqui, de graça J). “pirâmides” de Teotihuacan, Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe, Museu de Antropologia e por último, mas não menos importante, TULUM – Casais, amigos, pessoas do mundo, esse lugar é incrível.


  • Tracks: Parte da experiência do RY são os “tracks events”, ou seja, são 5 eventos por mês que foram organizados e pagos pelo programa para que, com base nos seus interesses, você tenha contato com a cultura local e com as pessoas da cidade, é uma forma de conhecer o país de um novo jeito e ao mesmo tempo fazer networking. Dentre as minhas tracks eu tive palestras com artistas locais, palestras com produtores de filmes independentes, biz advice night (esse até agora não entendi, maaas a salada de abacate estava mara) e Ciudad de Mercados (um walking tour pelos principais mercados do México: Mercado Jamaica, La Merced, San Juan e Mercado Sonora).

 

  • A experiência do primeiro mês viajando e trabalhando remotamente: Uau: me surpreendi com a organização e com as pessoas e tive dificuldade na hora de dar um feedback para equipe do RY (temos feedbacks mensais) porque a única reclamação que eu tive foi comigo mesma em ter a possibilidade de ir à tantos eventos interessantes e não ter tempo de fazer tudo. Famoso FOMO (Fear Of Missing Out).

Queridos amigos, lendo isso vocês conhecem que o meu pique é praticamente o mesmo que o do coelho da Rayovac – mas confesso que tendo que acordar as 5:30 da manhã para cumprir meu horário de trabalho do Brasil e unir isso à minha vontade de sair sempre foi um desafio, mas ao mesmo tempo ter a satisfação de ter a tarde livre para explorar a cidade valeu cada bocejo ao longo do dia.

Uma coisa eu te garanto, não teve um único dia de tédio, além das “tracks” que falei lá em cima, todos os dias envolviam programas diferentes e inusitados, por exemplo, temos sempre um evento de orientação da cidade (tivemos que fazer um slide de apresentação e falar em público não é meu forte *aaah*), fazíamos o “lunch roulette” (grupos que saem para almoçar para se conhecer melhor), almoços em espanhol (sim, fazer isso com pessoas que não falam nada de espanhol é uma experiência maravilhosa, o que significa que vocês basicamente não têm assunto e o almoço dura aprox.. 27 minutos), jazz com um artista local (Fausto Palma – amantes de música, vale a pena clicar e ouvir), Straya Day (sim, comemoramos até o dia da Austrália), noites de cinema no telhado, idas a estúdios de tatuagem procurando pelo traço perfeito (achei: Black Flag Crew, eu e meu mini cacto estamos muito felizes, obrigada), enfim, esses tipos de eventos deixam qualquer rotina interessante e qualquer ser humano morto ao final do dia…

Ai México, já sentindo saudades de você (#momentodeclaração), dos tacos, dos shots de tequila aleatórios (mesmo eu tendo me prometido aos 18 anos que nunca mais tomaria tequila), dos guacamoles a todo e qualquer momento, das portas e janelas diferentes, das misturas de cores, da mulher que gritava para comprar lixo toda manhã, dos parques em que prometi correr (e nunca voltei #culpeiaaltitude), dos cachorros me atropelando, das pessoas simpáticas em todos os cantos, das infinitas construções e da música vibrante que nunca parou. Pode ter sido o primeiro mês e a novidade de tudo, mas com certeza voltaria para a Cidade do México e consigo me ver morando lá por muito mais do que um mês (madre, do not freak out, apenas uma hipótese), então, se você ainda tem dúvida sobre ir ou não para lá, VÁ, só vai – https://www.maxmilhas.com.br/ – (merchand gratuito pela ótima experiência que tive em comprar a minha passagem com Max Milhas).

  • Lado negativo (porque nada é perfeito): Apesar de ter ouvido MUITO o clássico “cuidado, é uma cidade violenta” eu concluí que a cidade é basicamente igual a São Paulo, você não sai na rua abanando seu iphone, você não anda sozinha em um bairro que você mal conhece depois das 22hr etc. Eu não tive problemas com a violência, muito pelo contrário, me senti segura, mas ouvindo relatos de algumas pessoas a dica é a mesma, sempre atentos ok migos? Além desse detalhe, por ser de São Paulo achei que estava acostumada com a poluição e trânsito, oops, not really, não até eu chegar na Cidade do México, onde eu conseguia ver de manhã no céu se era um dia poluído ou menos poluído com base na “fumaça” de poluição que paira sobre a cidade. E o trânsito? Meu deus, amém às pernas.

*suspiros* – Cidade do México…Um mês morando e trabalhando em uma cidade tão parecida com São Paulo, mas ao mesmo tempo tão diferente…Food, FOOD EVERYWHERE, me gusta!

Veja o primeiro post desse ano incrível, aqui.

Obs: sei que é muito para entender e espero que eu tenha passado a mensagem e conseguido explicar um pouco do que é o RY, mas se você ainda quer saber mais do programa vou adorar contar um pouco mais e dar mais detalhes e mostrar um pouco mais da minha viagem (junto ao Dino), então aqui estão meus contatos:

 

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