O Coaching nos Esportes

No meu primeiro post, comentei que a denominação coaching foi importada do esporte, devido à semelhança com as atividades dos treinadores dos atletas, que os incentivam e os conduzem a cumprirem suas metas e atingirem os melhores resultados. Ainda no ritmo das Olimpíadas e à espera das Paralimpíadas, nada melhor do que falar como o Coaching é utilizado no esporte!

Para o bom desempenho, além de boa condição física é essencial que o atleta saiba reconhecer suas forças e fraquezas, para poder trabalhá-las e usá-las de melhor maneira. Além disso, é necessário ter controle emocional para analisar a melhor estratégia e jogo ideal contra o adversário. O Coaching tem ajudado muito os atletas na busca pela excelência.

O livro “Winning Ugly” do ex-jogador e treinador de tênis norte americano Brad Gilbert, é um ótimo exemplo da aplicação de técnicas de Coaching nos esportes. Nele, encontramos dicas de como um tenista pode ganhar mais partidas se souber usar a cabeça. Essas dicas, na verdade, são técnicas de Coaching aplicadas. Como exemplo, Brad diz que maneira mais rápida de melhorar o seu jogo é aprender e usar as oportunidades que a partida lhe dá. Isso pode ser feito a partir de três lemas que, juntos, formam o que o norte-americano chama de “Smart Tennis”:

  1. Reconheça suas oportunidades.
  2. Analise suas opções.
  3. Capitalize a oportunidade utilizando a melhor opção.

Para isso, um tenista deve saber que a partida não começa no primeiro ponto ou no aquecimento. Ela começa muito antes, na sua cabeça. A primeira parte do corpo que se deve aquecer é o cérebro: relembrar os jogos já realizados contra seu adversário e, se ele é um oponente inédito, procurar informações sobre ele. Fazer um exercício de mentalização e imaginar alguns pontos sendo disputados, vai ajudar no aquecimento.

Ter um plano de jogo é essencial. O tenista precisa ter duas perguntas respondidas enquanto se prepara:

  1. O que eu quero que aconteça?
  2. O que eu não quero que aconteça?

E para chegar a essas respostas, o tenista deve responder outras quatro questões:

  •  Qual é a principal arma do adversário?
  •  Qual sua fraqueza?
  • Qual é o meu melhor golpe e como posso usá-lo aproveitando as fraquezas do adversário?
  • O que posso fazer para impedir que o adversário ataque as minhas fraquezas? Este é um fator importante. Um bom tenista sabe quais são seus pontos fracos. E os melhores chegam ao topo porque sabem disfarçá-lo. Por isso, seja honesto consigo mesmo.

O livro é focado para o tênis, pois é o esporte em que o autor é especialista. Mas, essas recomendações podem ser utilizadas não só em vários outros esportes como em outras áreas da nossa vida.

Reconhecer nossas forças e fraquezas, analisar as oportunidades e definir estratégias de ação mentalizando as possíveis situações, pode nos ajudar em entrevistas de empregos, apresentações, negociações, conversas importantes com seu parceiro/parente/amigo, entre outros. Faça esse exercício!

Marina TourinhoExperiência:

Professional and Self Coach pelo Instituto Brasileiro de Coaching (IBC) com as seguintes certificações internacionais: Behavioral Coaching Institute (BCI), European Coaching Association (ECA), Global Coaching Community (GCC) e International Association of Coaching Institute (ICI). Licenciada como Analista Comportamental e Analista 360o pelo Instituto Brasileiro de Coaching (IBC).

Bacharel em Administração de Empresas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). MBA em Gestão de Negócios pelo IBMEC – RJ. Pós-Graduada em Dinâmica dos Grupos pela Sociedade Brasileira de Dinâmica dos Grupos. Especialização em Recursos Humanos pela Fundação Dom Cabral.

Atua há mais de 12 anos na área de Recursos Humanos, com ampla experiência como Business Partner de RH e como especialista nas áreas de Remuneração e Treinamento e Desenvolvimento.

Email para contato: marina.tourinho@gmail.com

 

 

Deixe um comentário

Please be polite. We appreciate that. Your email address will not be published and required fields are marked