High School, casa de família e… um ano na Califórnia!

Já pensou como seria passar um ano fazendo High School na Califórnia e morando em uma casa de família?

Com certeza uma experiência incrível para jovens adolescentes!

Foi isso que a Luiza fez, se mudou na metade do ano de 2008 para a cidade de Murrieta e ficou até a metade de 2009.

Mais aventureira ainda, ela decidiu somente que queria fazer intercâmbio. Foi em uma agência, chamada SETUSA, que decidia destino e escolhia a família que moraria. Ela só saberia para onde iria quando estivesse tudo decidido pela agência.

Veja como foi esse ano na vida dela:

Motivo

Estava no último ano do colegial, nunca tinha feito intercâmbio e seria a última chance de ir durante a escola. Alguns amigos já tinham feito então me inspirei. Acabei que já sai formada do Brasil e fiz mais um ano de colegial lá fora.

Curso

Estudei na Murrieta Valley High School , o colégio era enorme, com mais de 3.100 alunos na época.

Podia escolher minhas aulas, então fiz fotojornalismo, culinária, marcenaria, inglês, história americana, natação e educação física.

Acho muito legal que você tem a opção de fazer mais as coisas que te interessam.

Como você descobriu o curso?

Através da Cetusa, não escolhi nada, só coloquei meus documentos e esperei alguém me escolher. É a família, que participa do programa, que te escolhe. Você só fala das coisas que gosta, como gostaria de morar e aí te encaminham para algum lugar.

Depois, lá em Murrieta existe uma representante da agência que te ajuda caso tenha algum problema com a estádia.

Como era seu dia a dia?

Era bem tranquilo, acordava cedo e meu ‘pai’ de intercâmbio levava minha ‘irmã’ e eu para o colégio. Almoçava no colégio e no começo da tarde ia pra casa.

Fazia o que podia dentro das regras, era menor de idade, tinha 17 anos, então tinha que avisar tudo que ia fazer, não era tão independente assim.

Minha ‘irmã’ dela tinha 15 anos na época, no começo saía bastante com ela, depois fiquei mais amiga de umas alemãs que estavam la de intercâmbio também, mantenho contato com elas até hoje, inclusive já recebi uma delas aqui no Brasil.

Tinha amigos americanos também. Fiz bastante amizade por lá.

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Na hora de fazer algum programa íamos todos para o boliche, passear no shopping ou saía para correr e fazer exercícios.

A família também me levou para muitos lugares, fui para a Disney, Las Vegas,  fizemos road trip, e também viajei com famílias de amigos. Conheci Newport Beach, Huntington Beach, San Diego e vários outros lugares.

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Fui em parques de diversão também, como o Six Flags. E viajei com os amigos para a casa de praia de uma amiga da escola.

Eu só poderia sair da Califórnia com autorização da família.

Fui em baile de inverno da escola com um americano, fui de limosine. Lá os alunos de high school são muito divididos em grupos mesmo, como em filmes.

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O que fazia nos finais de semana?

Viajava ou ficava com os amigos, dependia muito da família. Ajudava na limpeza de casa (lavar louça, arrumar o quarto, manter o banheiro limpo).

Eles não queriam que eu ficasse muito no computador para que pudesse me envolver mais.

O que achou de morar em casa de família?

Achei muito bom. Tinha meu próprio quarto.

Me senti parte da família!

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Um desafio?

Foi a primeira vez que sai mesmo do Brasil, você chega lá e percebe que meu inglês não é tão bom como imaginava.

Lidar com pessoas muito diferentes, outra cultura. Me acostumar com a cultura americana foi o maior desafio, eles são mais frios, mas me acostumei.

Ficar um ano logo na primeira vez que sai de casa também foi difícil. As vezes me estressava com a minha ‘irmã’, ela era mais nova e acabava irritando um pouco.

Mas no final do intercâmbio não queria ir embora, foi muito difícil ir.

Até pensei em ficar lá para fazer faculdade, prestei os SAT’s inclusive.

O que mais gostou?

De tudo – da experiência. Decidir viajar e conhecer outras pessoas é muito importante.

Aprendi a me comunicar melhor com as pessoas.

Eu vinha de uma cidade muito pequena no Rio, o intercâmbio me preparou para a faculdade, a não ser tão fechada.

Não fiquei com tanto medo para fazer outros intercâmbios depois.

Acaba também que v0cê se torna mais independente, mesmo morando em casa de família.

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O que evitar?

Brigar com a sua família, afinal você está na casa deles. Sempre tentar fazer o melhor possível e ceder.

Evitar fazer besteiras no geral, você não está no seu país.

Dicas úteis?

Estar aberta a diferentes tipos de pessoas. Ao chegar lá você vê que não é como imaginava, então precisa se acostumar.

Tentar fazer amigos, se comunicar e não ter medo de errar o inglês, são com os erros que você aprende, as pessoas corrigem e dane-se, a vida segue.

Veja também: Da Califórnia para Nova York

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