Ele morou 7 meses em Amsterdam, fez faculdade e conheceu a cidade toda de bicicleta

 

Cidade dos canais, das bicicletas, cervejas e ótima gastronomia! Já pensou como seria morar em Amsterdam? Pois bem, o Rodrigo, 22, nos contou sobre sua experiência de 7 meses vivendo nessa bela cidade. 

Rodrigo queria fazer um intercâmbio para praticar o inglês, viver uma nova cultura e estudar matérias que agregassem valor para seu futuro. Entre as opções disponíveis dadas por sua faculdade no Brasil, ele escolheu a Universidade de Vrije em Amsterdam e frequentou aulas de Negócios focadas em Marketing, Integração da Europa (como os países da União Européia se comunicam), Planos de Negócios e Desenvolvimento Econômica na Europa. 

Como você se inscreveu? 

Descobri o curso pela minha faculdade do Brasil. Lá, você escolhe para onde quer ir e eles te ajudam com todo o processo.

Como achou moradia?

Também foi feito pela faculdade. Eles  possuem dois tipos de convênio, um era com uma imobiliária que consegue moradia para os estudantes.

Você também tem a opção de decidir tudo sozinho, mas exige mais trabalho. Minha dica é sair do Brasil entrando em contato com alguém que esteja lá ou que já foi e pode te dar uns conselhos. Se conseguir um apartamento para dividir com mais pessoas também vale a pena.

O lugar que fiquei era um condomínio. Tinha meu próprio quarto com uma cozinha (pequena) dentro dele. Existia também a opção de não ficar em um quarto individual mas em casas de 5 ou 6 quartos que você dividia as áreas comuns.

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Como era seu dia a dia? 

Variava bastante pois não tinha aula todo dia, então não tinha uma rotina fixa.

Basicamente, eu comecei a fazer academia lá e busquei sempre conhecer lugares novos.

Independente se era algo que eu queria ou se algum amigo queria conhecer, nós íamos e acabávamos conhecendo bastante.

Quando cheguei lá, decidi comprar uma bicicleta para me locomover. Mas me avisaram antes que roubavam muitas por lá, que era necessário usar correntes grossas para evitar problemas. Então decidi comprar uma bicicleta simples e usada. Fui em um mercado, comprei uma, mas paguei barato demais porque ela quebrou na mesma semana.

Minha dica é não economizar tanto. Pegue uma bicicleta usada mas que esteja pelo menos revisada ou reformada. Acabei comprando outra em um evento da própria faculdade. E fiz o registro da bike que a cidade pede como documento para provar que ela é sua (embora nunca tenham me pedido).

Nos dias de aula, ía pedalando para a faculdade e pegava pouco transporte público por conta disso (lá o transporte público é mais caro, por isso a bike é uma boa opção).

Tinha uma ótima qualidade de vida e pedalando pela cidade acabava descobrindo locais novos como restaurantes, bares e museus.

Dica do dia a dia:

As pessoas ficam mais na parte central de Amsterdam, mas tente explorar além disso pois existem lugares muito legais.

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O que achou da faculdade lá?

Bem diferente do que estava acostumado.

Fiz matérias que eram específicas para intercambistas, o curso  possuía mais trabalhos e casos, para poder discutir em aula. O que é bem diferente daqui que normalmente só ouvimos o professor na aula.

Na aula de Desenvolvimento Econômico, fizemos uma jogo em cada uma das pessoas possuía uma fazenda na África e cada um tinha que decidir como administrar os recursos da sua fazenda de acordo com a cultura local. Foi bacana simular e relacionar a matéria com algo real. Tínhamos que nos preparar bastante para as aulas.

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Vrije Amsterdam Universiteit

O que fazia nos finais de semana?

Viajava bastante e lá viajar é barato se você planeja bem.

Conheci vários países e no final do intercâmbio fiz um mochilão de 40 dias – visitei 15 países e mais de 20 cidades. 

Um desafio?

Na Holanda em especifico, o desafio foi o clima.

Nunca tinha morado em um lugar onde o inverno é realmente rigoroso como o de lá – teve uma parte do intercâmbio que eu vivia com a pele da mão rachada por andar de bicicleta com temperaturas de 10 graus Celsius negativos. Mesmo no verão tinham dias que faziam 12 graus.

Lá, todos falavam inglês, mas se comunicar em holandês era muito difícil. Se não fosse pelo tradutor que baixei no celular, não teria conseguido fazer supermercado.

Muitas pessoas fizeram aulas para aprender a falar holandês, mas minhas aula eram em inglês e aprender uma nova língua tão complicada eu teria que me dedicar muito. Então aprendi só o básico no dia a dia.

O que mais gostou?

Foi a cultura. Minha cabeça mudou muito lá.

A gente segue nossa vida aqui de um jeito que falamos e definimos como certo. Precisamos parar um pouco mais e pensar o que é realmente certo. E questionar que o caminho da vida não tem uma rota definida.

Quando você chega em um lugar onde a cultura é totalmente diferente, consegue visualizar tudo por um outro ângulo. Você aprende a não considerar tudo como absolutamente certo.

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O que evitar?

Não se fechar a conhecer novas pessoas ou a fazer coisas que jamais pensou que faria. E

Por exemplo, se você não gosta de cerveja mas está em um lugar típico e caseiro de cervejas, releve e faça o diferente.

Não se prenda.

Tive muitas oportunidade de conhecer pessoas novas com jeitos diferentes, o que é comum em um intercâmbio e você faz amizade com elas pois está mais aberto a novidades, pelo simples fato de estar em um local desconhecido. Você perde qualquer preconceito e faz grandes amigos.

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Veja também: O que você sabe sobre a Holanda?

 

5 Comentários

  1. Biancasays:

    Oi, eu gostaria de entrar em contato com o Rodrigo!
    Estou em inscrevendo para faculdades na Holanda e gostaria de saber um pouco mais

  2. Fauzesays:

    Fiquei mega interessado depois que li a matéria. Mandarei um e-mail pra você, perguntando algumas pequenas coisas sobre o lugar. Um grande abraço,

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