Como se tornar independente… no Canadá!

A entrevista de hoje foi com a Nadia, 21, que quando tinha 16 anos fez intercâmbio para Winnipeg, Canadá.

Na época, ela queria passar por uma experiência assim para se tornar uma pessoa mais independente. Começou a pesquisar por opções de onde ir ou estudar. Através de uma indicação de amigo, entrou em contato com uma agência, que lhe passou algumas opções de escola. Foi assim que decidiu ir para a Vincent Massey Collegiate.

Durante sua estadia lá, morou em uma casa de família que a recebeu muito bem. Sua escola ficava a uma distância pequena de sua casa, então caminhava todos os dias para ir para as aulas.

Olha só o que ela contou:

Como descobriu o curso? 

Pela agência que me indicaram. 

Como se inscreveu?

Tudo pela agência.

Como achou moradia?

Antes de ir para o Canadá, a responsável canadense pela escolha das casas veio para o Brasil. Ela me mostrou como era feita a seleção de qual casa eu ficaria.

Eles preparam um resumo sobre você, com fotos, atividades que gosta de fazer e como você se descreveria. As famílias que recebem os estudantes analisam as opções e escolhem aqueles que acreditam que vão se adaptar melhor com a família.

Como era seu dia a dia? 

O horário de aulas era integral, então passava grande parte do dia na escola. Almoçava por lá.

Eram 5 aulas por dia.

Tinha Inglês, Dança, Química, aí tinha o intervalo e depois tinha aula de Matemática e Geografia. Normalmente, depois que acabavam as aulas no final do dia, ficava um pouco mais na escola para conversar e ficar com os amigos.

Então ia para casa, com uma outra intercambista alemã que morava na mesma casa que eu, e acabávamos vendo TV.

O que fazia nos finais de semana? 

Só viajava se a família que cuidava de mim decidisse viajar. Então, normalmente ia em parques ou patinava no gelo.

Em datas comemorativas, como o Halloween, saímos na rua para seguir a tradição de ir de porta em porta recolhendo doces.

Um desafio? 

No começo foi muito difícil me adaptar.

Eu era muito dependente da minha mãe e sabia que precisava de um choque de realidade para amadurecer.

O que mais gostou? 

Do estilo de vida, era muito diferente.

Sair de casa quando estava nevando me marcou muito.

O que evitar? 

Correr na calçada depois de uma nevasca.

Dicas úteis?

Patinar no gelo em cima de um rio congelado.

Visitar o Assiniboine Park.

E se possível, assistir um jogo de hockey. É um programa incomum para brasileiros e é muito legal.

Fazer seguro de saúde!

Quebrei o braço lá enquanto patinava no gelo. – Fui testar um patins que não estava acostumada, e enquanto patinava uma pessoa esbarrou em mim, o patins travou e cai. – Fui no médico depois e me falaram que estava tudo bem, mas continuei com muita dor. Aí, minha “mãe” de intercâmbio me levou em uma clínica especializada em lesões esportivas. Tiraram outro raio-x e viram que realmente estava quebrado. Engessei na hora. Paguei a clínica e logo depois recebei o reembolso.

Braço quebrado
Braço quebrado

Veja onde fica a cidade no mapa!

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