Austrália: como estudar e se adaptar a um novo estilo de vida!

Direto para a terra do canguru é onde vamos hoje!

Mais uma entrevista super bacana para vocês. Hoje falamos com a Bruna, de 22 anos de idade, que está em Sydney, Austrália, há 2 meses e pretende ficar por lá até Abril do ano que vem.

Ela está lá fazendo curso de inglês, na ILSC, focado para a prova de Cambridge. O curso é bem avançado, aulas das 17h até as 21h, com simulados no final de cada mês. Nas horas extras ela trabalha como garçonete para juntar uma grana.

Olha só o que mais ela nos contou:

Motivo:

Sempre quis viajar, fazer intercâmbio. A princípio queria ir para Londres para conhecer mais a Europa. Mas uma amiga minha estava indo para a Austrália, e também sempre tive vontade de conhecer esse lado do planeta, e na Austrália também poderia treinar meu inglês.

Além do mais, o visto australiano permite que se trabalhe até 45h por quinzena. Então aqui consigo me sustentar, o que não aconteceria na Inglaterra ou nos Estados Unidos.

Como descobriu o curso?

Descobri o curso pela agência que usei no Brasil, a 2Be Study Group. Cheguei na Austrália e tive muito apoio deles, eles têm um escritório aqui.

Além disso, eles mantêm o contato com você durante sua estadia – mandam listas semanalmente com vagas de emprego, o que nos ajudou bastante. Eles criam parcerias com alguns lugares aqui, têm baladas que pago metade e ainda ganho um drink. Achei e ainda acho eles muito bons.

Como você se inscreveu?

A agência do Brasil me mostrou duas opções de escola. Gostei da ILSC pois tinha mais opções de cursos do que a outra.

Em relação ao meu emprego, cheguei aqui e comecei a mandar meu currículo, mandava mais de 100 por dia.

Cheguei muito focada em achar um emprego o quanto antes.

Aqui tem muita oportunidade, mas precisa ir atrás, bater de porta em porta se for preciso.

Adoro meu emprego. Conheço pessoas e treino meu inglês, mas você precisa vir preparada para isso. Trabalhava em uma multinacional no Brasil, mas essa mudança faz parte da experiência.

Como achou moradia?

A agência indica uma casa para você ficar quando chega para depois achar algo mais definitivo. Dá para fechar por 2 semanas ou 1 mês.

O único problema é que você não sabe qual casa vai ficar e a localização dela até uma semana antes de viajar. Uma amiga minha ficou muito longe. Você corre esse risco mas depois pode mudar.

Como é seu dia a dia? 

Meu trabalho fica à uma hora e meia de distância de onde moro, preciso pegar trem e ônibus. Mas é super tranquilo, o trem vai por cima então posso ir vendo a vista. Começo no trabalho às 10h.

Almoço normalmente por volta das 15h30. E depois vou para aula que começa às 17h.

Outra coisa, é que as coisas fecham muito cedo aqui. A não ser pelas quintas feiras, que é o dia que todos recebem seus salários. Então, o melhor dia para sair é na quinta, são as melhores baladas.

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O que faz nos finais de semana?

Moro do lado de uma praia – 4 quarteirões da minha casa. E sempre tento fazer coisas diferentes e conhecer lugares novos.

Nessa praia também tem um caminhada até outra praia, dá pra aproveitar bastante.

Mas ainda não viajei, estou juntando dinheiro para viajar no ano que vem.

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Um desafio?

Ter que me sustentar – se passar por algum aperto sei que posso contar com meus pais, mas não quero chegar a isso. Fico pensando nos gastos e fazendo contas. Já fiquei sem dinheiro aqui, não estava acostumada a ter que controlar isso. Percebi que isso realmente acontece se não tiver cuidado. Abri uma poupança aqui para controlar melhor.

A comida também é muito complicado. Aqui tudo é caro. O gosto também é diferente, a carne aqui tem outro sabor. Mas por causa do preço, principalmente, como mais atum em lata. 

O que mais gosta?

Sydney é um lugar fantástico, não tem como não se apaixonar todos os dias por esse lugar. Hoje estava voltando da escola e vendo o sol se pôr, outro dia fui passear no parque e tinha um casamento acontecendo. São tantas coisas pequenas, e a cidade é tão bem cuidada. Eles são muito caprichosos, me surpreendo todos os dias.

Todos são muito prestativos e atenciosos também.

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O casamento no parque

O que evitar?

Ter cuidado ao procurar trabalho, aqui existem 2 tipos deles: o Tax File Number e o Cash In Hand.

O Cash In Hand é o meu trabalho. Recebo meu dinheiro toda quinta-feira. O problema, é que você não consegue provar o seu trabalho, pois não existe um compromisso oficializado. Conheci pessoas que trabalharam e não receberam o pagamento depois, e não tem muito o que fazer.

Por isso é bom ter cuidado e ir trabalhar em um lugar confiável.

Não falte nas aulas. É preciso ter 80% de presença. Se você excede esse máximo, a escola pode avisar o governo e você pode perder seu visto. Já vi acontecer e algumas pessoas tiveram que voltar. O governo se preocupa muito com isso, pois quer que você esteja fazendo o que você veio fazer aqui.

Na minha escola, eles te penalizam se você fala outra língua que não seja o inglês. Dependendo de quantas vezes te pegarem falando em outra língua, você é suspenso. Mas o bom é que além de te forçar a aprender, eles também premiam quando você fala inglês. Quando isso acontece, eles te dão um cartão e sorteiam um vale de 15 dólares para os que tiverem ganhado o cartão. No final do mês, o sorteio vale 60 dólares em dinheiro.

Dicas úteis?

Traga tudo que for precisar do Brasil, não deixe para comprar aqui porque tudo é muito caro. Me surpreendi muito com os preços, são realmente muito altos.

Venha disposto a se aventurar de todas as maneiras.

E evite ficar só com brasileiros, se não você perde o propósito de sua viagem. Tenho amigos brasileiros na minha casa mas é só. Também venha para aprender e crescer, não só para ficar na praia e surfar.

O que vai fazer depois do curso?

Vou voltar para o Brasil e prestar processos de trainee. Mas caso consiga algo na minha área aqui, vou querer ficar.

Gosto do meu trabalho de garçonete, mas quero algo na minha área, então preciso focar.

Como foi encarar o fuso horário?

Muito difícil. Por 2 semanas fiquei com 14h de diferença. Quem vier para cá, tente chegar à noite, pois você já chega cansado, dorme e já entra no fuso. São 3 dias de viagem e 3 escalas, a viagem é longa.

Como se adaptou ao custo de vida?

O custo já começa caro na hora de tirar o visto. Quem tem passaporte brasileiro precisa de uma comprovação de renda para o governo australiano. E para isso, você precisa ter uma conta corrente com cerca de 25.000 reais. Você pode ter até 3 patrocinadores, mas essa conta precisa ficar com esse valor parado por pelo menos 3 meses. Além disso, você precisa apresentar o extrato da conta, contas de cartão e holerite.

Se você tiver passaporte europeu, não vai precisar fazer isso.

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